É uma das coisas mais comuns que os estudantes dizem no primeiro dia: «Compreendo quase tudo, mas quando tenho de falar, não sai nada». Isto não é sinal de que o seu inglês é pior do que pensava. É o resultado previsível da forma como a maioria das pessoas estudou.
Porque existe esta distância
Compreender é uma tarefa de reconhecimento: as palavras chegam e você associa-as ao significado. Falar é uma tarefa de produção: tem de recuperar as palavras, montá-las e comprometer-se com elas, em tempo real, enquanto alguém espera. O reconhecimento desenvolve-se sempre mais depressa do que a produção, e se o seu estudo tem sido sobretudo leitura, audição e exercícios de gramática, o desequilíbrio aumenta.
Normalmente há mais duas coisas que agravam a situação. A primeira é o hábito de construir frases na sua língua e traduzi-las, o que é demasiado lento para uma conversa. A segunda é o medo do erro visível — um erro num exercício escrito é privado, um erro em voz alta não é.
O que ajuda
- Fale mais do que se sente confortável. A única solução fiável para um problema de produção é a produção. As aulas comunicativas assentam por isso em discussões e tarefas colaborativas, em vez de apenas estudo passivo.
- Aceite um vocabulário mais pequeno mas funcional. A fluência vem de usar com confiança palavras que já domina, não de procurar a palavra perfeita.
- Pare de traduzir. Pratique responder diretamente a estímulos de rotina, para que a frase surja completa em vez de ser montada peça a peça.
- Peça para lhe corrigirem os erros em voz alta. Um padrão que não vê é um padrão que vai repetir. É precisamente para isso que serve um professor.
- Use inglês quando nada está em jogo. Pedir um café, conversa informal antes da aula, a aula de conversação semanal — falar sem consequências constrói o reflexo.
Onde um curso faz a diferença
Uma sala de aula internacional elimina o atalho da língua materna partilhada: quando os colegas não falam a sua língua, o inglês deixa de ser um exercício e passa a ser a única forma de resolver as coisas. Este único facto estrutural faz mais por quem hesita em falar do que qualquer técnica.
Se a hesitação for específica — falar em reuniões, apresentar, entrevistas — a opção especializada Conversation and Fluency do Intensive English 30 ou um conjunto de aulas particulares vão trabalhá-la diretamente. Cada estudante de aulas individuais completa primeiro uma análise de necessidades, pelo que pode dizer claramente que o objetivo é a confiança ao falar.
O que esperar
A confiança tende a regressar mais depressa do que a língua subjacente evolui, razão pela qual os estudantes sentem muitas vezes uma mudança notável em duas ou três semanas, mesmo que o seu nível formal não se tenha alterado. Isso não é ilusão — estar disposto a falar é uma competência real, e é normalmente aquela que trava as pessoas.